2015 foi um ano atípico. Nem de longe foi o mais doce, mas de forma alguma poderia dizer que foi azedo. Talvez cítrico, mas sobretudo colorido e saboroso.
Entre as divagações de Natal, que sempre traz consigo um quê de magia e renovação, resolvi entrar no clima e colocar músicas festivas na playlist. Não demorou muito pra que eu estivesse ouvindo "Então é Natal", da Simone. Um clássico! Tão certo nas rádios quanto o especial do Roberto Carlos na TV. Pode ser o maior cliché, mas eu adoro! Não pelo tom doce, mas pela reflexão que propõe:
"Então é Natal.. e o que você fez? O ano termina.. e nasce outra vez"
Algumas músicas podem nos ensinar muito. Às vezes, se escutamos com os ouvidos cansados, parece quase uma provocação, do tipo "Não me diga que não fez nada esse ano!" Hoje ouço como quem é convidado a fazer uma retrospectiva suave do que viveu nos últimos 365 dias: sonhos alcançados? Adiados? Em construção? Mudança de sonhos?
Entre as divagações de Natal, que sempre traz consigo um quê de magia e renovação, resolvi entrar no clima e colocar músicas festivas na playlist. Não demorou muito pra que eu estivesse ouvindo "Então é Natal", da Simone. Um clássico! Tão certo nas rádios quanto o especial do Roberto Carlos na TV. Pode ser o maior cliché, mas eu adoro! Não pelo tom doce, mas pela reflexão que propõe:
"Então é Natal.. e o que você fez? O ano termina.. e nasce outra vez"
Algumas músicas podem nos ensinar muito. Às vezes, se escutamos com os ouvidos cansados, parece quase uma provocação, do tipo "Não me diga que não fez nada esse ano!" Hoje ouço como quem é convidado a fazer uma retrospectiva suave do que viveu nos últimos 365 dias: sonhos alcançados? Adiados? Em construção? Mudança de sonhos?
Sonhos...Quanta coisa, né?!
A gente tem uma mania boba de achar que o ano só vale a pena quando há um feito grandioso, conclusão de etapas, coisas bonitas, daquelas que rendem fotos pra postar por aí.
Eu, particularmente, gosto bastante dos anos de continuidade de projetos: aqueles em que ainda não chegou a formatura, mas que você dedicou boa parte do tempo ao seu conhecimento; não é o ano do casamento, mas é o ano em que a relação com o seu parceiro(a) amadureceu e está ainda mais sólida; não é o ano em que aquele apartamento virou realidade, mas é quando isso se torna uma meta e você batalha duro pra começar a fazer acontecer.
..."Então é Natal, a festa cristã. Do velho e do novo, do amor como um todo.."
O meu 2015 foi (e tem sido) muito particular. Foi um ano de virada de página, não de conclusão, nem de continuidade. Saí do conforto da casa dos meus pais e do seio caloroso da minha família, do comodismo de um emprego estável e pulei no desconhecido. Era algo que eu queria, mas não tinha planejado tanto assim, logo no comecinho do ano esse projeto se mostrou ainda tímido e eu o agarrei. "Ano novo, vida nova!", pensei. Pra mim, um novo sabor, uma aventura! O salto de um lugar, que eu sabia, era bem alto. Pulei sabendo que o chão é duro (e se cair, machuca!), mas com a fé de quem tem asas. Àquela altura eu não sabia que elas iriam brotar, mas meu coração acreditava que sim. E em plena queda livre, eu voei! Foi ousado, maluco e cheio de loopings: chorei de medo, de saudade e com cada porta na cara, mas comemorei com estilo cada pequena grande conquista do dia a dia: a melhora na comunicação, um lugar pra morar, conciliar trabalho e estudos, cada coisinha.
A gente tem uma mania boba de achar que o ano só vale a pena quando há um feito grandioso, conclusão de etapas, coisas bonitas, daquelas que rendem fotos pra postar por aí.
Eu, particularmente, gosto bastante dos anos de continuidade de projetos: aqueles em que ainda não chegou a formatura, mas que você dedicou boa parte do tempo ao seu conhecimento; não é o ano do casamento, mas é o ano em que a relação com o seu parceiro(a) amadureceu e está ainda mais sólida; não é o ano em que aquele apartamento virou realidade, mas é quando isso se torna uma meta e você batalha duro pra começar a fazer acontecer.
..."Então é Natal, a festa cristã. Do velho e do novo, do amor como um todo.."
O meu 2015 foi (e tem sido) muito particular. Foi um ano de virada de página, não de conclusão, nem de continuidade. Saí do conforto da casa dos meus pais e do seio caloroso da minha família, do comodismo de um emprego estável e pulei no desconhecido. Era algo que eu queria, mas não tinha planejado tanto assim, logo no comecinho do ano esse projeto se mostrou ainda tímido e eu o agarrei. "Ano novo, vida nova!", pensei. Pra mim, um novo sabor, uma aventura! O salto de um lugar, que eu sabia, era bem alto. Pulei sabendo que o chão é duro (e se cair, machuca!), mas com a fé de quem tem asas. Àquela altura eu não sabia que elas iriam brotar, mas meu coração acreditava que sim. E em plena queda livre, eu voei! Foi ousado, maluco e cheio de loopings: chorei de medo, de saudade e com cada porta na cara, mas comemorei com estilo cada pequena grande conquista do dia a dia: a melhora na comunicação, um lugar pra morar, conciliar trabalho e estudos, cada coisinha.
"Então é Natal, pro enfermo e pro são. Pro rico e pro pobre, num só coração.."
Pensei no 2015 de tantos amigos... se tinham vivido grandes projetos, dado continuidade ou tido anos malucos como o meu. Numa olhada no face, me surpreendi com a quantidade de posts pedindo "acaba logo, 2015, por favor!" Até cheguei a questionar se eu tinha perdido alguma etapa, alguma fase em que eu podia ter ajudado, mas imersa na minha própria condição não tinha percebido.
Me dei conta de que a gente às vezes reclama demais! Se o ano não tiver sido surpreendentemente maravilhoso, não valeu tanto assim! "É melhor ir pro próximo e esperar que ele faça melhor" - bem desse jeitinho, porque geralmente quem mais reclama são aqueles que esperam que o ano seja incrível, mas de preferência com o mínimo de esforço e sacrifício.
Realizei que no meu caso eu tinha muito mais a agradecer, pela saúde, pela força, pelas oportunidades e especialmente pelas pessoas que cruzaram meu caminho: família, amigos de longa data, novos amigos.
Concentrada nessa onda de gratidão e pensando na mensagem que eu queria pra este Natal, descobri a história da Paola Antonini, uma menina realmente iluminada, que sofreu um acidente no fim de 2014, quando estava colocando as malas no carro e se preparando para uma viagem de Reveillon com o namorado. Esse acidente tirou a perna esquerda dela, que tinha 20 anos. Honestamente, acho que a Paola podia ter desmoronado, como muita gente comum faria nessa posição. Ela tinha todos os motivos pra pensar "Por que?", "E agora? Como vai ser esse 2015 que já começa assim?", "E a carreira de modelo? E o namoro que eu comecei há menos de um mês?". Ninguém a julgaria se ela fraquejasse, mas sabem o que ela fez quando soube que tinha sido amputada? Agradeceu por estar viva! Ela nem chorou! (Gente!) Tem que ser uma pessoa de muita energia e fé! A Paola simplesmente só via o lado bom - que bom! Ela escolheu, desde o começo, ver uma nova oportunidade de viver, de tocar pessoas, de novas experiências. Se atirou por desafios: aula de dança, faculdade, um canal no YouTube e pelo que eu sei (e tenho torcido) tem tido sucesso em tudo que faz!
Realizei que no meu caso eu tinha muito mais a agradecer, pela saúde, pela força, pelas oportunidades e especialmente pelas pessoas que cruzaram meu caminho: família, amigos de longa data, novos amigos.
Concentrada nessa onda de gratidão e pensando na mensagem que eu queria pra este Natal, descobri a história da Paola Antonini, uma menina realmente iluminada, que sofreu um acidente no fim de 2014, quando estava colocando as malas no carro e se preparando para uma viagem de Reveillon com o namorado. Esse acidente tirou a perna esquerda dela, que tinha 20 anos. Honestamente, acho que a Paola podia ter desmoronado, como muita gente comum faria nessa posição. Ela tinha todos os motivos pra pensar "Por que?", "E agora? Como vai ser esse 2015 que já começa assim?", "E a carreira de modelo? E o namoro que eu comecei há menos de um mês?". Ninguém a julgaria se ela fraquejasse, mas sabem o que ela fez quando soube que tinha sido amputada? Agradeceu por estar viva! Ela nem chorou! (Gente!) Tem que ser uma pessoa de muita energia e fé! A Paola simplesmente só via o lado bom - que bom! Ela escolheu, desde o começo, ver uma nova oportunidade de viver, de tocar pessoas, de novas experiências. Se atirou por desafios: aula de dança, faculdade, um canal no YouTube e pelo que eu sei (e tenho torcido) tem tido sucesso em tudo que faz!
Conhecer a história dela foi um presente de Natal que aqueceu meu coração. Um exemplo de quem tem o poder de focar no lado bom, nunca no problema e perceber que toda cicatriz é resultado na pele de quem sobrevive, e que a vida é tão maior.
"Então é Natal e Ano Novo também! Que seja feliz quem souber o que é o bem..."
O que me encanta na história da Paola, e que é possível de ver em tantas outras com cenários e contextos completamente diferentes, inclusive na minha, é que 2015 nos trouxe novos sabores: A doçura de saber que tem gente de verdade do nosso lado, o frescor de se desafiar, o amargo de nem sempre conseguir, mas, principalmente, o gosto da certeza de que a gente pode ir além, especialmente quando escolhemos ver o bem. Experimentar sabores diferentes pode nos ensinar muito!
Às vezes o ano não é exatamente como você idealizava, já começa todo torto e de ponta-cabeça, mas faz parte! Mudar de planos, de rotas, construir sonhos novos, se desafiar, se jogar, mas principalmente agradecer, reparar na beleza da caminhada, na alegria da vida e na felicidade de alguns encontros! Seu ano pode não ter cumprido o requisito de ter sido como o esperado, mas pode sair ainda melhor!
Obrigada, 2015, por ter sido ainda mais! Por ter sido o que eu precisava, por ter trazido tantos novos ares, novas cores, emoções e sabores.
Pra você, querido leitor, meu desejo é que neste Natal você seja presenteado com muitos ensinamentos: os que chegam com as novas experiências e os que vem de caminhos já percorridos, sobretudo os que te fazem ser sábio pra ver o bem em tudo que te acontecer, e que o seu 2016 seja ainda mais, ainda melhor!
:)

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