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Sunday, 17 January 2016

Primos - Presente da vida!


Eu é quem fui a irmã mais velha, quem apresentou o mundo pro meu irmão, sete anos mais novo.
Mas eu sempre quis uma irmãzinha. Quando pedi um “irmãozinho” pra minha mãe, não sabia que tinha que especificar o sexo e que mesmo tendo comentado sobre a minha preferência por uma amiguinha, a encomenda podia vir diferente. Na verdade, acho que eu queria mesmo era uma irmãzona. Alguém que além de dividir as roupas e as bonecas, me ensinasse as brincadeiras e me mostrasse o caminho.
Eu nunca lamentei. Ter um irmão e ser a mais velha também é legal! Tem seus ônus e bônus, mas é bem legal!
Com o tempo, percebi que a vida tinha sido muito mais generosa comigo do que eu mesma percebia àquela época. Eu não tive irmã mais velha, aquela que tenha saído da mesma barriga, mas tive primas mais velhas. Numa família em que a minha mãe era a caçula de 11 irmãos, tive muitos, muitos primos, alguns mais velhos, alguns da mesma idade e outros mais novos. Um bocado deles cumpriram muito bem o papel de irmãos, porque a gente brigava, se irritava, se pentelhava, passávamos os finais de semana juntos, as férias juntos, fomos pras baladas juntos, fizemos descobertas, andamos de bicicleta, passeamos nos shoppings, nas praias, compartilhamos amigos, conselhos e muitos momentos. Até perrengues!
Toda família tem seus momentos caóticos, mas eu tive muita sorte de poder estar sempre perto deles. Durante a infância, enquanto alguns amigos da escolinha voltavam às segundas feiras dizendo o que tinham feito de legal no fim de semana, os meus fins de semana eram sempre cheios de sorrisos, fazendo qualquer coisa ou fazendo nada, desde que eu tivesse me reunido com os meus primos.
Descobri que eu tinha, sim, muitos irmãos e irmãs, mais velhos, mais novos, que estavam crescendo mais perto ou mais longe, mas com quem eu aprendia e ensinava  o tempo todo. Pude compartilhar momentos importantes da minha vida com eles e testemunhar outros tantos da vida deles.

O amor pelos meninos, que cuidaram de mim como irmãos mais velhos, (sempre!), não é diferente do das meninas, que mesmo com diferença de idades, histórias, escolhas, cidades e momentos de vida, sempre estivemos muito unidas!

Fiquei um bocado chateada quando tentaram me convencer de que família era quem morava na mesma casa, ou só quem tem o mesmo tipo consanguíneo. Acredito sim no poder e em como é bonito o formar de uma nova família, um casal e seus filhos, que por sua vez vão crescer e formar suas famílias também, mas também acredito que família é agregar, somar, trazer pra perto. E isso quer dizer que quando um casal se forma, são duas famílias que estão ganhando novos integrantes e formando um grupo ainda maior.
Família é convivência, consideração. É em quem você pensa, com quem você se preocupa, pra quem você pode pedir ajuda e com quem você cresceu, que sabe das suas raízes e compartilha delas e com quem você quer celebrar todas as conquistas.
A minha família tem seus altos e baixos; suas ovelhas brancas, marrons, pintadinhas, rebeldes, coloridas; seus dias de stress e de sorrisos, que com certeza, são mais alegres juntos, e são desses que a gente mais gosta e que se esforça pra repetir a dose, só precisamos de uma desculpinha pra uma reunião e tá feita a festa! E vocês, meus primos, são a minha família, sim! De sangue (afinal, temos pelo menos um par de avós – ou bisos – compartilhados), de vida, de alma.
Eu mal sei agradecer a sorte que tive.
Desde sempre, para sempre... Obrigada Deus, vida, destino... obrigada família.

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