Ao amor da minha vida,
Ok, vou começar dizendo que essa ideia não é originalmente
minha. Confesso. Vi outras cartas ao amor da vida, mas nenhuma que dissesse
exatamente o que eu queria dizer, por isso, resolvi escrevê-la à minha maneira.
Espero que eu possa mostra-la ao destinatário em algum momento..
Eu podia começar com “Querido”, mas não acho que vai ser
assim que eu vou te chamar. Talvez até tenhamos um apelido carinhoso, mas prefiro acreditar que vou te chamar pelo nome,
só pra te lembrar toda vez, que é você o cara que eu escolhi e que me escolheu
também!
Tudo bem com você? Espero que sim. Pra ser bem sincera, não sei se você existe. Por isso, se existir, espero que esteja bem e que esteja vivendo um momento incrível da sua vida, assim como eu estou vivendo na minha. Assim que te encontrar, vou querer saber todas as boas notícias e coisas boas que te aconteceram por aí.
Eu não sei se você existe. E se existe não sei qual sua idade, descendência, sobrenome.. Não sei se tem olhos castanhos ou verdes, se tem o cabelo ruivo ou preto, se é encaracolado, se tem facilidade de se bronzear. Não sei se você é magrelo, fitness ou se mantém uma barriguinha, nem se prefere rock ou sertanejo, se curtiu Legião Urbana, se tem uma banda ou se adora um futebol. Não sei nada disso e uma série de outros detalhes que eu queria tanto descobrir..
O que eu queria te dizer é que eu te procurei... olhei atentamente nos olhos das pessoas com quem cruzei me perguntando se eu identificaria pelo olhar. Em diversos momentos, às vezes no trânsito, às vezes no banho, ou antes de dormir, me perguntei como seria o nosso encontro.. Se seria com um esbarrão desastrado, como nos filmes, se seria no trabalho, se seria por amigos em comum, ou, surpreendentemente, nos bares e pubs da vida.
Me perguntei se nesse momento, em que anseio pelo nosso encontro, você não estaria envolvido em outro relacionamento, se estaria curtindo a solteirice ou se me procurava também.
Honestamente, eu achei que tinha te encontrado! Fui tola, mas acreditei que podia ser aquele moreno que me deu bola na academia, ou o loiro que me puxou na balada e ligou no dia seguinte, ou ainda aquele cara que uma amiga apresentou tão entusiasmada. Achei, mas não era. Alguns levei mais tempo pra perceber, outros menos, mas simplesmente, nenhum deles era você.
Sem falsidades, algumas vezes comemorei por não ter você por perto. Eu precisava viver algumas coisas sozinha, fazer escolhas sozinha, ficar de ressaca sozinha, dormir sozinha e não ter com quem sonhar, nem pra quem pedir abraço. Atire a primeira pedra quem nunca pensou “antes só do que mal acompanhada”. Tive até “preguiça” de me envolver, simplesmente porque eu só queria gastar energia, se fosse com VOCÊ. E eu sabia, lá no fundo, que quando te encontrasse seria incrível, mas precisava que fosse incrível tudo que eu vivesse antes de você chegar. Queria ter muitas histórias pra contar, por isso eu precisava viver, e vivi!
Outras vezes lamentei por não ter você por perto, por achar que o encontro demorava demais e que durante esse tempo poderíamos estar vivendo coisas lindas, juntos. Não fique se achando, tá?! Eu nem cheguei a chorar, mas lamentei. Acontece de vez em quando com todo mundo que sofre por antecipação: bate uma vontade de espiar no futuro só pra ter certeza que vai ficar tudo bem e voltar a viver o presente com entusiasmo. Como não dá pra espiar, a gente simplesmente lamenta quando bate aquela insegurança. Mas passava, e passa! Sempre passa.
Fiz esse texto pra guardar um instante no tempo: o instante em que eu esperava te encontrar. Como disse, algumas vezes procurava, outras desencanava, simplesmente aguardava.
Talvez você ria quando ler esse texto. Talvez leia e ache graça. Talvez chore. Talvez me abrace. Talvez responda, ou talvez fuja ao saber que mesmo antes de você chegar, já tinha um coração tão cheio te esperando.
Eu não sei qual vai ser a sua reação. Não sei nem se você existe!
Mas eu te prometo que vou tentar guardar em mim essa ansiedade boa pra pular no seu abraço quando você bater na minha porta.
Leve o tempo que for, viva suas histórias também, só me promete, que se você descobrir que eu tô te esperando, dá um jeito de me avisar que você vem!

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