Eu não sou muito dessas que acredita
em amores platônicos, histórias de pessoas que se distanciam mesmo
apaixonadas... não!
Um ou outro caso são mais delicados e às vezes a situação foge do controle, mas pra mim é muito claro: quem quer ficar, fica! Dá seu jeito, namora a distância, se desamarra desse relacionamento nada saudável e vai ser feliz! Com alguém, sem ninguém, não importa. O mundo está cheio de histórias pra serem vividas e, eventualmente, temos que fechar uma porta pra poder abrir outras.
Depois de um tempo e de alguns relacionamentos, olhamos pra trás e vemos quantas portas fechamos... pode ter sido por conveniência, por ocasião de vida, ou até mesmo por falta de amor. Algumas histórias, simplesmente,... acabam. E é assim com todo mundo! Você pode ter namorado 217 pessoas, cada uma delas com suas qualidades e defeitos, as histórias acabaram de formas diferentes, algumas por iniciativa sua, outras nem tanto, umas deixam mais saudades, outras lembranças mais amargas, o fato é que vez ou outra a gente olha pra trás e se pergunta o que é que podia ter acontecido se apenas uma escolha tivesse sido diferente. Se a gente tivesse sido um pouco mais duro na queda, mais insistente, menos turrões. Como seria?
Outro dia, perambulando pelas redes sociais vi a foto do casamento de um antigo namorado. A última vez que nos vimos foi há mais de dez anos. Ele, surfista, gostava de pé na areia, cheiro de praia, barba por fazer e o cabelo desajeitado. Acordava com o sol no rosto e ia logo ver o mar... (Ok, assim parece que ele era o sonho de consumo de qualquer mulher!) Mas, apesar de todo o jeito leve e despojado, lhe faltava um certo senso de compromisso ou de preocupação. Difícil explicar, mas ele nunca quis estudar ou trabalhar e estava bem disposto a largar qualquer convenção social pra vender água de coco na praia... de praia em praia, por todo o Brasil, sendo feliz sob o sol. Oras, seria um ótimo roteiro para um filme, mas, me perdoem as muito despojadas, eu tinha outros planos... A química era muito boa e o beijo encaixava, mas eu queria estudar em São Paulo, estudar fora do Brasil, conhecer o mundo, trabalhar, fazer carreira, e fazer da praia o meu lugar de descanso, de recompensa... Bem, vocês devem imaginar que em algum momento, por maior que fosse o carinho que tivéssemos um pelo outro, os interesses diferentes gritariam e assim foi. Não teve briga, discussão, mágoas ou qualquer sentimento ruim... Teve um aperto no peito, uma tristeza de saber que por mais que a gente se gostasse e quisesse ficar ali, no nosso paraíso particular, simplesmente “não ia rolar”. Era o momento de vida em que tínhamos que fazer uma escolha, ou algumas. Não conseguimos fazê-las juntos.

E cada um foi pro seu lado, tentar a vida à sua maneira, com aquele carinho sufocado no coração. E os dias, meses, anos foram passando, outras histórias vieram, tantas outras foram embora... Nem todos os planos que eu tinha àquela época deram certo, os dele também.
Fomos dançando conforme as músicas das nossas vidas e no fim das contas, eu, que parecia ter tanto controle sobre a situação, acabei amolecendo com algumas pancadas, ao passo que ele, aos poucos foi vendo que alguns momentos exigiam mais firmeza do que ele podia imaginar.
Pois bem, tantos anos depois percebi que nossas realidades até se reaproximaram. Ele estudou e começou a trabalhar e eu, ao contrário, fiquei mais festeira e sempre escapava pra praia pra recarregar as energias e acordar com o sol na cara, como ele havia me ensinado. Nesse momento, um mergulho no passado, com as fotos dele à minha frente, imaginei tudo o que podia ter acontecido. Todas as aventuras, as mudanças e adaptações, as dificuldades, os risos sinceros, as brigas homéricas. Pensei se ele teria me convencido a mudar de rumo ou se ele se deixaria convencer a seguir passos mais parecidos com os meus. Pensei se o amor cresceria como num romance hollywoodiano ou se as discussões tornariam o nosso cotidiano pesado e o fim, inevitável, ainda mais dolorido.
Pensei em todas as pessoas que eu deixaria de conhecer, por não ter dado os mesmos passos e pensei em todas as outras que talvez tivesse conhecido. Milhares de possibilidades se passaram diante dos meus olhos em poucos minutos, temperadas ainda por doces lembranças de fatos que foram reais. Me peguei num suspiro voltando a realidade com alguns sorrisos, alguns receios, alguns alívios. “Não tenho do que me queixar sobre a vida que tive e que tenho”, pensei, mas a dúvida ficou em mim: “E aquilo tudo que podia ter sido e não foi?!”
Simples: não foi. E tem coisa que não é pra ser mesmo. É pra marcar uma fase da vida, ou a vida toda, mas não é pra ir pra frente. Não seria quem eu sou se não tivesse percorrido exatamente o caminho que percorri... os colegas de profissão, os happy hours, as festas, os outros tantos relacionamentos de uma noite, de um mês ou de um ano. Tudo o que passou formou uma identidade e o que importa mesmo, no fim das contas, é o que foi forte o suficiente pra virar realidade. As lembranças sempre vão ficar numa caixinha lá dentro de nós que vez ou outra vamos abrir e vai dar medo, saudade, alívios e arrependimentos. Que bom que foi da forma como foi, mas principalmente, que bom que foi, assim tivemos e temos espaço pra que tantas outras coisas também sejam.
Um ou outro caso são mais delicados e às vezes a situação foge do controle, mas pra mim é muito claro: quem quer ficar, fica! Dá seu jeito, namora a distância, se desamarra desse relacionamento nada saudável e vai ser feliz! Com alguém, sem ninguém, não importa. O mundo está cheio de histórias pra serem vividas e, eventualmente, temos que fechar uma porta pra poder abrir outras.
Depois de um tempo e de alguns relacionamentos, olhamos pra trás e vemos quantas portas fechamos... pode ter sido por conveniência, por ocasião de vida, ou até mesmo por falta de amor. Algumas histórias, simplesmente,... acabam. E é assim com todo mundo! Você pode ter namorado 217 pessoas, cada uma delas com suas qualidades e defeitos, as histórias acabaram de formas diferentes, algumas por iniciativa sua, outras nem tanto, umas deixam mais saudades, outras lembranças mais amargas, o fato é que vez ou outra a gente olha pra trás e se pergunta o que é que podia ter acontecido se apenas uma escolha tivesse sido diferente. Se a gente tivesse sido um pouco mais duro na queda, mais insistente, menos turrões. Como seria?
Outro dia, perambulando pelas redes sociais vi a foto do casamento de um antigo namorado. A última vez que nos vimos foi há mais de dez anos. Ele, surfista, gostava de pé na areia, cheiro de praia, barba por fazer e o cabelo desajeitado. Acordava com o sol no rosto e ia logo ver o mar... (Ok, assim parece que ele era o sonho de consumo de qualquer mulher!) Mas, apesar de todo o jeito leve e despojado, lhe faltava um certo senso de compromisso ou de preocupação. Difícil explicar, mas ele nunca quis estudar ou trabalhar e estava bem disposto a largar qualquer convenção social pra vender água de coco na praia... de praia em praia, por todo o Brasil, sendo feliz sob o sol. Oras, seria um ótimo roteiro para um filme, mas, me perdoem as muito despojadas, eu tinha outros planos... A química era muito boa e o beijo encaixava, mas eu queria estudar em São Paulo, estudar fora do Brasil, conhecer o mundo, trabalhar, fazer carreira, e fazer da praia o meu lugar de descanso, de recompensa... Bem, vocês devem imaginar que em algum momento, por maior que fosse o carinho que tivéssemos um pelo outro, os interesses diferentes gritariam e assim foi. Não teve briga, discussão, mágoas ou qualquer sentimento ruim... Teve um aperto no peito, uma tristeza de saber que por mais que a gente se gostasse e quisesse ficar ali, no nosso paraíso particular, simplesmente “não ia rolar”. Era o momento de vida em que tínhamos que fazer uma escolha, ou algumas. Não conseguimos fazê-las juntos.

E cada um foi pro seu lado, tentar a vida à sua maneira, com aquele carinho sufocado no coração. E os dias, meses, anos foram passando, outras histórias vieram, tantas outras foram embora... Nem todos os planos que eu tinha àquela época deram certo, os dele também.
Fomos dançando conforme as músicas das nossas vidas e no fim das contas, eu, que parecia ter tanto controle sobre a situação, acabei amolecendo com algumas pancadas, ao passo que ele, aos poucos foi vendo que alguns momentos exigiam mais firmeza do que ele podia imaginar.
Pois bem, tantos anos depois percebi que nossas realidades até se reaproximaram. Ele estudou e começou a trabalhar e eu, ao contrário, fiquei mais festeira e sempre escapava pra praia pra recarregar as energias e acordar com o sol na cara, como ele havia me ensinado. Nesse momento, um mergulho no passado, com as fotos dele à minha frente, imaginei tudo o que podia ter acontecido. Todas as aventuras, as mudanças e adaptações, as dificuldades, os risos sinceros, as brigas homéricas. Pensei se ele teria me convencido a mudar de rumo ou se ele se deixaria convencer a seguir passos mais parecidos com os meus. Pensei se o amor cresceria como num romance hollywoodiano ou se as discussões tornariam o nosso cotidiano pesado e o fim, inevitável, ainda mais dolorido.
Pensei em todas as pessoas que eu deixaria de conhecer, por não ter dado os mesmos passos e pensei em todas as outras que talvez tivesse conhecido. Milhares de possibilidades se passaram diante dos meus olhos em poucos minutos, temperadas ainda por doces lembranças de fatos que foram reais. Me peguei num suspiro voltando a realidade com alguns sorrisos, alguns receios, alguns alívios. “Não tenho do que me queixar sobre a vida que tive e que tenho”, pensei, mas a dúvida ficou em mim: “E aquilo tudo que podia ter sido e não foi?!”
Simples: não foi. E tem coisa que não é pra ser mesmo. É pra marcar uma fase da vida, ou a vida toda, mas não é pra ir pra frente. Não seria quem eu sou se não tivesse percorrido exatamente o caminho que percorri... os colegas de profissão, os happy hours, as festas, os outros tantos relacionamentos de uma noite, de um mês ou de um ano. Tudo o que passou formou uma identidade e o que importa mesmo, no fim das contas, é o que foi forte o suficiente pra virar realidade. As lembranças sempre vão ficar numa caixinha lá dentro de nós que vez ou outra vamos abrir e vai dar medo, saudade, alívios e arrependimentos. Que bom que foi da forma como foi, mas principalmente, que bom que foi, assim tivemos e temos espaço pra que tantas outras coisas também sejam.
*As histórias do blog não tem necessariamente compromisso com a realidade.

